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Medo de Exposição Pública: 3 formas de lidar com este “empata-sonhos”


Falar em público, divulgar aquele seu novo e promissor projeto nas redes sociais, apresentar aquela sua ideia brilhante na reunião geral da empresa. O que têm estas 3 situações em comum?

Todas pressupõem exposição e escrutínio públicos.

E são por isso situações tão aterradoras para tantas pessoas, que acabam mesmo por sacrificar os seus sonhos e objetivos mais almejados. Tudo menos ter que lidar com essa atenção  (e análise!) dos outros.

Vale a pena olhar para esta emoção com maior profundidade e não se ficar apenas por uma postura resignada do género Eu sou mesmo assim e pronto!

Algumas causas e formas de lidar com esta emoção que pode causar grandes bloqueios na sua evolução pessoal e profissional:

 

  • AUTO-CONFIANÇA:

    Ou falta dela…

Se calhar a minha ideia não é assim tão boa. Se calhar as pessoas não se vão interessar pelo que tenho para lhes dizer. Se calhar não sou um orador suficientemente bom. Tantos “Se calhar “… Tantas dúvidas…

EXPLICAÇÃO:

Compreenda que o seu cérebro procura preservá-lo ao máximo e afastá-lo de situações de stress e incerteza que não pode controlar.

Isso teve o seu papel evolucionário e primordial na sobrevivência da espécie humana. Atualmente pode custar-lhe os seus sonhos.

Uma plateia bem composta e atenta pode fazê-lo sentir que vai mesmo morrer e ter vontade de fugir mas o perigo não é, de todo, real. É uma questão relacionada apenas com a sua perceção.

COMO  REAGIR:

Relativize e dê -se uma hipótese.

Se a sua ideia não for boa, provavelmente morrerá no momento. Terá outras melhores! Se as pessoas não se interessarem pelo que tem para dizer, poderá ajustar a sua mensagem numa próxima tentativa. Se deixar a desejar como orador, pode empenhar-se e melhorar a sua performance na próxima oportunidade.

So what?? Não leve tudo tão a sério!

Exemplo concreto: Jennifer Lawrence. 2 quedas em cerimónias dos Óscares. 2 quedas em ante-estreias de filmes que protagonizou. Perante o olhar  (e as câmaras!) do mundo inteiro.

Quer exemplo de exposição pública mais… Digamos… Ridicularizante?

Todo o mundo se riu dela! Mas… E ela? Riu-se também (talvez de toda a publicidade extra que tinha acabado de garantir!). E continua a ser das atrizes mais requisitadas e bem pagas de Hollywood.

Vamos! Terá sempre a oportunidade de transformar feedback negativo em valor real para a sua evolução.

Mas… E se correr bem?? Será maravilhoso! Sinal que está no trilho certo e será só continuar.

Confie em si e nas suas capacidades. Tem tantas como qualquer outra pessoa. Ou, quem sabe, até tem mais? Mas atenção!…

Por vezes a diferença entre quem consegue e quem não consegue não tem tanto a ver com as capacidades mas sim com a confiança: acreditar!

 

 

  • AUTO-EXIGÊNCIA…

    … Em excesso. Só se sente confortável quando dominar tudo na perfeição. Aí será a altura certa para avançar. Certo? ERRADO!!!

    EXPLICAÇÃO:

    A perfeição é uma meta inatingível. Mesmo que se prepare exaustivamente, as coisas podem, ainda assim, não correr como esperado. E isso nem sempre é mau!

    Sabia que a invenção dos pacemakers implantáveis (até então eram do tamanho de TVs e davam choques  aos pacientes que os usavam!) resultou de uma situação que não correu como esperado?

O seu inventor pretendia criar um aparelho para gravar os sons produzidos pelos batimentos cardíacos mas enganou-se e utilizou o transístor errado. Deste erro nasceu um equipamento que já salvou milhões de vidas em todo o mundo.

A preparação minimiza o risco e é, por isso, vital. Mas a partir de um determinado ponto, deixa de apresentar benefícios e passa a ser fonte de procrastinação e auto-sabotagem.

Além disso, como bem sabemos, muitas situações benéficas se geram precisamente pelo facto das coisas não terem corrido exatamente como esperávamos!


COMO REAGIR: 

Defina quando irá parar de se preparar e passar à ação. E cumpra!

Dedique-se. Prepare-se. Será essencial para se sentir confiante no seu papel e transmitir a autoridade necessária.

No entanto, estabeleça um limite ou defina um timing a partir do qual avançará, impreterivelmente.

A experiência real servirá para definir as melhorias necessárias a cada iteração.

Mantenha em mente, contudo, que mesmo com preparação adequada as coisas podem correr menos bem. E isso não será um problema letal.

Reagrupe, avalie o que há a melhorar e tente de novo!

 

 

  • MEDO DA REJEIÇÃO: A auto exigência de que acabamos de falar tem também como objetivo evitar o sentimento de rejeição numa situação que o sujeita a exposição pública.

    EXPLICAÇÃO:

    Sentir que o rejeitam ou à sua mensagem fará disparar os alarmes de perigo das partes mais antigas do seu cérebro.

    Em tempos idos, ser rejeitado pela tribo significava morte certa! Ninguém sobrevivia sozinho aos inúmeros perigos, às intempéries e aos predadores naturais.

As zonas mais primitivas do seu cérebro ficam, por isso, loucas e despoletam todos os mecanismos necessários para garantir a sua sobrevivência, lutando ou fugindo.

As partes mais evoluídas do seu cérebro, responsáveis pela racionalidade e análise lógica das situações, procuram acalmar a comoção gerada, uma vez que percebem que a sua vida não está a ser ameaçada.

E neste equilíbrio entre as partes mais antigas e as mais modernas do seu cérebro, residirá também a sua capacidade de  gerir com lucidez uma situação com potencial para fazê-lo sentir-se excluído ou rejeitado.

COMO REAGIR:

Agora que compreende o mecanismo evolucionário por detrás do medo de rejeição, consegue também agir de forma a controlar a ansiedade e desconforto gerados até pela simples antecipação de tal situação.

Algumas orientações:

– Pare e respire. Faça inspirações profundas e lentas.

Assim baixará o seu ritmo cardíaco e sairá do estado de red alert, o que lhe dará novamente acesso às suas capacidades cognitivas mais complexas e permitirá uma maior lucidez na sua perceção.

Sim, leu bem! As suas capacidades cognitivas mais complexas ficam bloqueadas em situação de alarme e tem acesso apenas às mais simples, para garantir capacidade física para fuga ou luta. Pois é…

Além disso, fará uma boa oxigenação e sentir-se-à mais calmo. Os alarmes disparados começam a silenciar.

– Faça Visualizações.

Visualize com detalhe o seu desempenho brilhante na situação que está a atormentá-lo e sinta a admiração de quem o ouve.

Se tiver dificuldade em visualizar (eu tenho!), escreva. Descreva tudo em detalhe. Estará a visualizar sem que se aperceba (e resulta!).

O seu cérebro não percebe a diferença entre o que realmente acontece e o que está a visualizar criativamente (daí também o downside do sofrimento por antecipação, tão comum…).

Assim disponibilizará os seus recursos internos necessários para garantir uma elevada probabilidade de concretização da sua visão: um desempenho brilhante!

P.S.: Cada vez mais apaixonada por neurocoaching!

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